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Mitos e verdades sobre o comportamento dos pets com a chegada do bebê

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Mitos e verdades sobre o comportamento dos pets com a chegada do bebê
Foto: Pixabay
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A chegada de um bebê, sem dúvida, modifica toda a rotina da família. Não apenas com os preparativos, durante o período de espera, mas principalmente após recebê-lo. Afinal, os cuidados e atenção se voltam totalmente para o bebê. Todas essas mudanças podem ser ainda mais delicadas quando há cães em casa.

Muitos tutores ficam preocupados com a reação dos pets com a chegada do bebê, pois todo o ambiente será adaptado e é natural que os animais percebam a alteração na rotina. Assim, temem um comportamento agressivo dos cães, pois alguns demonstram depressão e ciúmes.

Para esclarecer as dúvidas e tornar esse processo mais saudável, o zootecnista e especialista em bem-estar animal, Renato Zanetti, separou alguns mitos e verdades para ajudar os tutores a agirem da melhor maneira durante essa nova fase. Confira:

1. CÃES SENTEM CIÚMES

VERDADE (é um sentimento próximo ao ciúme). ‘Potencial de reter recursos’, este é o nome correto para este sentimento. O cão gosta de determinados objetos ou pessoas e vai fazer tudo para retê-los. O tutor é um recurso que vale a pena.

2. CÃES FICAM AGRESSIVOS COM A CHEGADA DO BEBÊ

MITO.  O cão não ‘se torna’ agressivo porque há um novo integrante na família. Se a chegada do bebê não tiver sido bem planejada, ele pode ficar frustrado, entediado, ansioso, apreensivo com a nova situação, emoções que podem ser confundidas com agressividade.

3. CÃES PODEM CHAMAR A ATENÇÃO COM A CHEGADA DO BEBÊ

VERDADE. Ao perceber que a atenção (que antes era destinada exclusivamente ao cão) está sendo transferida para o bebê, o cão pode tentar resgatar esta atenção. Ele se valerá de comportamentos que realmente dão certo: latir, uivar, pular, etc. Pois, nestas situações, certamente os pais irão interagir com ele.

4. CÃES SABEM QUE A CASA TEM UM NOVO INTEGRANTE

VERDADE. Não adianta disfarçar. Os cães sabem (pelo cheiro, pelos barulhinhos do bebê e pelo comportamento diferente dos pais) que há algo novo no ambiente. O melhor que se tem a fazer é agir de forma natural.

5. CÃES E BEBÊS PODEM SER GRANDES AMIGOS

VERDADE. Não é porque o cão perderá o reinado que ele não terá um bom convívio com o bebê. Ambos podem se tornar excelentes amigos. Há muitos mais relatos de amizade entre cães e filhos do que o oposto.

6. DEVO MOSTRAR O BEBÊ AO CÃO LOGO NO 1º DIA

MITO. Vá com calma. Se for possível, perfeito. Se a situação ainda não estiver sob controle, deixe o cão entender melhor o que está acontecendo. Preocupe-se mais em criar situações positivas para o cão com a presença do bebê, do que colocá-los juntos logo no 1º dia.

7. CACHORRO MIMADO SOFRE MAIS QUANDO PERDE O STATUS DE ‘FILHO ÚNICO’

VERDADE. O cão perdeu o status de preferido da casa. Não porque sua família não tem mais interesse pelo cão. Simplesmente porque os pais precisam dividir o tempo disponível com o bebê, que demanda atenção em tempo integral.

8. POSSO DEIXAR MEU BEBÊ SOZINHO COM MEU CÃO, POIS JÁ SÃO AMIGOS

MITO. Jamais deixe uma criança sem a supervisão de um adulto junto de um cão. O comportamento da criança pode ser imprevisível (puxar o rabo, apertar as orelhas, etc) em situações nas quais seu cão ainda não fora ‘testado’.

9. DEVO ENSINAR MEU CÃO A SER MAIS INDEPENDENTE E A FICAR SOZINHO

VERDADE. Não é sinal de falta de amor ensinar independência ao cão. É torná-lo apto para sua inserção num ambiente humano. Com um bebê em casa, o tempo dos pais estará quase que exclusivo aos cuidados de banho, alimentação, descanso e, ainda, suas atividades domésticas.

10. MOSTRAR ROUPINHAS E OBJETOS DO BEBÊ AJUDA NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO

VERDADE. Excelente atitude! Mostrar o carrinho do bebê, deixar o cão cheirar as roupinhas, permitir que ele tenha acesso aos brinquedos e outros objetos diminuem a curiosidade do cão a estes pertences que passam a ser normais na rotina da casa.

11. PRECISO DESSENSIBILIZAR O CÃO AO TOQUE (ORELHA, RABO, PATAS, ETC)

VERDADE. Quando a criança estiver em fase de engatinhar ou andar, ela tenderá a se apoiar no cão. Ou, mesmo brincando e sem intenção de machucar, ela poderá puxar os pelos do cão. É necessário que ele já esteja acostumado a este tipo de toque.

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Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
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