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Misterioso livro de feitiços e invocações do Antigo Egito é decifrado por pesquisadores

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Misterioso livro de feitiços e invocações do Antigo Egito é decifrado por pesquisadores
Foto: Ms. Effy Alexakis, direitos reservados a Macquarie University, antigas culturas do Centro de Investigação
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Pesquisadores de universidades australianas decifraram um manual do Antigo Egito que revela uma série de invocações e feitiços. O “Manual de Ritual de Energia”, indica maneiras de lançar feitiços de amor, exorcizar os maus espíritos e tratar “icterícia” – uma infecção bacteriana que existe até hoje e que pode ser fatal. O livro possui algo em torno de 1.300 anos, e está escrito numa língua egípcia conhecida como ‘copta’. As páginas são encadernadas com pergaminho – um tipo de livro que os pesquisadores chamam de códice, (ou codex, da palavra em latim que significa “livro”, “bloco de madeira”) eram os manuscritos gravados em madeira, em geral do período da era antiga tardia até a Idade Média.

Entre os feitiços descritos no livro, há, por exemplo, a receita de como subjugar alguém, onde o códice diz que se deve proferir palavras mágicas sobre pregos e depois levá-los ao batente da porta, um em cada lado. As informações são do Live Science.

Os pesquisadores acreditam que o códice pode datar do século 7 ou 8. Durante esse tempo, muitos egípcios eram cristãos, e o códice contém uma série de invocações referenciando Jesus. No entanto, algumas partes do livro parecem mais associadas a um grupo chamado setianistas, que surgiu no Egito durante os primeiros séculos do cristianismo, que referenciava Seth, o terceiro filho de Adão e Eva. Registros históricos indicam que os líderes da igreja consideravam os setianistas hereges e, no século 7, ele teriam desaparecido.

Apesar das suposições, ainda paira no ar um mistério sobre quem teria usado este livro de invocações e feitiços. A origem da obra também é desconhecida. O que se sabe é que foi adquirido pela Universidade Macquarie, na Austrália, no final de 1981, de Michael Fackelmann, um negociante de antiguidades de Viena e que, na época, afirmou que o códice é de origem desconhecida. Atualmente, a obra está no Museu de Culturas Antigas da Universidade Macquarie, em Sydney.

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Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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