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Liberação de mosquitos geneticamente modificados no Brasil teria causado o surto do Zika?

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Liberação de mosquitos geneticamente modificados no Brasil teria causado o surto do Zika?
Foto: Agência Brasil
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Segundo especialistas, o surto do vírus Zika, que está causando momentos drásticos nas Américas e se espalhando pelo mundo, poderia ter sido provocado pela liberação de mosquitos geneticamente modificados em 2012, informa o site britânico Mirror Online.

Os insetos foram projetados por especialistas em biotecnologia para combater a propagação da dengue e outras doenças e liberado para a população geral do Brasil em 2012. Mas com a Organização Mundial de Saúde (OMS) agora reunidos em Genebra para discutir desesperadamente a cura para o vírus Zika, a especulação tem se tornado frequente sobre a causa deste surto repentino.

O vírus Zika foi descoberto na década de 1950, mas o recente surto tem aumentado de forma alarmante, causando defeitos congênitos e uma gama de problemas de saúde na América do Sul e central. Os primeiros casos foram notificados no Brasil em maio do ano passado e estima-se que até 1,5 milhões de pessoas já podem ter sido afetadas pelo vírus no mundo, que é transmitido por mosquitos endêmicos para a América Latina.

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As sub-espécies do mosquito Aedes aegypti que transportam o vírus Zika e dengue foi do tipo alvo de mosquitos geneticamente modificados no Brasil. O objetivo era liberar apenas mosquitos Aedes macho na natureza para que eles pudessem produzir a prole com o seu vírus. Esta prole, então, morre antes de chegar a idade adulta devido à codificação GM em seus genes.

Mas especialistas expressaram preocupações sobre o programa desde o momento da sua criação, argumentando que novos estudos são necessários sobre as potenciais consequências. No último sábado (30), especialistas da área da saúde anunciaram que o surto pode representar uma ameaça maior para a saúde global do que a epidemia de Ebola, que matou mais de 11.000 pessoas na África.

“De muitas maneiras, o surto Zika é pior do que a epidemia de Ebola de 2014-15”, disse Jeremy Farrar, diretor da Wellcome Trust ao The Guardian. “A maioria dos portadores do vírus são assintomáticos. É uma infecção silenciosa em um grupo de indivíduos altamente vulneráveis ​​- mulheres grávidas -. Que está associado com um resultado horrível para seus bebês”, completou.

Preocupação mundial

O vírus despertou preocupação da comunidade internacional. Após a Dinamarca confirmar a primeira infecção no país, líderes como Barack Obama e Vladimir Putin fizeram apelos de combate à transmissão da doença e alertaram a população sobre viagens à América Latina.

O governo dinamarquês confirmou na quarta-feira (27) o primeiro caso de zika, de acordo com a agência de notícias Ritzau, que publicou que uma pessoa apresentou exames positivos para o vírus no Hospital Aarhus. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu que a ministra da Saúde do país, Veronika Skvortsova, emita um alerta para todos os cidadãos do país que viajaram ou passarão pela América Latina. “Algo triste está chegando da América Latina. Os mosquitos não voam sobre oceanos, mas as pessoas infectadas, sim. Este vírus já chegou à Europa”, comentou Putin, segundo a agência Interfax.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se com autoridades sanitárias e de segurança nacional para solicitar velocidade no diagnóstico de novos casos no país, assim como métodos de tratamento, prevenção e cura das infecções.

Os EUA confirmaram neste mês o primeiro caso de zika. Somente no estado de Nova York, três pessoas já foram diagnosticadas com a doença, que se relaciona com a microcefalia (má formação cerebral em fetos). Mas ainda são desconhecidas outras formas de transmissão – como sangue e sêmen– e os efeitos do vírus no organismo.

Na Europa, países como Itália e Reino Unido também já reportaram casos de infecção. O governo britânico até recomendou que os atletas do país tomem cuidado com possíveis casos de contaminação durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, em agosto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu nesta semana um alerta de que o zika vírus deve se espalhar pelas América. Os únicos países que estariam a salvo seriam Chile e Canadá, já que as temperatuas mais baixas não favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença.

Até o momento, mais de 20 países e territórios na América já confirmaram casos do vírus: Barbados, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens, Martinica, México, Panamá, Porto Rico, Paraguai, República Dominicana, St. Maarten, Suriname e Venezuela. Desde dezembro do ano passado, o Brasil já registrou aproximadamente 3,8 mil casos de zika.

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Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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