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Indústria termina o primeiro semestre pior do que começou, Segundo Confederação Nacional da Indústria ( CNI )

Indústria termina o primeiro semestre pior do que começou, Segundo Confederação Nacional da Indústria ( CNI )
Foto: Arquivo ABr
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(Agência de Notícias CNI) – produção industrial e o número de empregados continuam em trajetória de queda e a indústria fecha o primeiro semestre pior do que começou. A pesquisa  Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (21), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)  , mostra que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) alcançou 65% em junho, o menor percentual desde janeiro de 2011, quando teve início a série histórica. Apesar da contração da atividade – a produção está em queda desde novembro de 2014 – a indústria continua com estoques em excesso. A carga tributária elevada, a demanda interna insuficiente e a falta ou alto custo da energia elétrica foram os três principais problemas enfrentados pela indústria no segundo trimestre. Os empresários esperam piora do quadro nos próximos meses e a intenção de investimentos bate recorde negativo.

“Infelizmente os empresários esperam que a situação piore ainda mais nos próximos meses. Apenas a adoção de medidas que reduzam o custo de produção no país poderão reverter esse quadro. Precisamos ter um aumento da competitividade para garantir a sobrevivência de nossas empresas e evitar uma perda ainda maior dos empregos”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

A queda da produção em junho foi mais intensa do que no mês anterior. O índice de produção continuou abaixo dos 50 pontos e alcançou 40,3 pontos em junho, 1,4 ponto inferior ao observado no mês de maio. O índice de número de empregados foi de 40,7 pontos, 0,7 ponto a menos que em maio. Os dois indicadores variam de zero a 100 pontos. Abaixo de 50, indicam queda na produção e no emprego na comparação com o mês anterior. A última vez que o indicador de produção ficou acima dos 50 pontos foi em outubro de 2014. Já o emprego está em queda desde março do ano passado, quando o índice se afastou da linha divisória de 50 pontos.

Apesar da redução da produção e da UCI confirmarem a elevada ociosidade da indústria, os estoques estão cada vez maiores. O índice de evolução dos estoques variou 0,9 ponto e atingiu 52,1 pontos.  O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 53,1 pontos. No caso dos estoques, os valores acima de 50 indicam crescimento do nível frente ao mês anterior ou estoque efetivo acima do planejado.

Os empresários estão insatisfeitos com a situação financeira e com o lucro operacional. Os indicadores ficaram em 39,3 pontos e 33,4 pontos, respectivamente. Valores abaixo de 50 indicam insatisfação. O acesso ao crédito também está difícil – o indicador ficou em 31,6. Já o preço das matérias -primas subiu menos no segundo trimestre, apesar de continuar aumentando. O indicador, que quando fica acima de 50 pontos aponta aumento no preço médio, passou de 71 pontos no primeiro trimestre de 2015, para 64,7 no segundo trimestre. A CNI acredita que o resultado se deve à menor desvalorização do Real.

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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