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Henrique Alves e Eduardo Cunha cobraram “insistentemente” doação à OAS, diz PGR

Henrique Alves e Eduardo Cunha cobraram “insistentemente” doação à OAS, diz PGR
Foto: Agência Brasil
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De acordo com uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) teriam cobrado, “insistentemente”, R$ 5 milhões em forma de doação eleitoral a empresários da OAS na campanha eleitoral de 2014, quando Henrique Alves presidia a Câmara e era candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Segundo a reportagem, a ação é comprovada por mensagens trocadas entre Alves e o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, já condenado a 16 anos de reclusão por crimes cometidos no escândalo de corrupção da Petrobrás. Os diálogos mostram que, além de tratar de favores para o empresário nos tribunais, o ministro cobra repasses da OAS para sua campanha ao Governo do Rio Grande do Norte em ação conjunta com o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um dos principais articuladores de sua candidatura. “A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o Cunha negociou as doações eleitorais em troca de defesa dos interesses da empreiteira no Congresso Nacional”.

O Jornal detalha que “as informações foram obtidas através de centenas de mensagens trocadas entre os celulares de Eduardo Cunha e Léo Pinheiro, executivo da OAS que aderiu à delação premiada nas investigações da operação Lava Jato”.

Em uma das mensagens, o próprio Henrique teria cobrado os repasses para sua campanha. A reportagem mostra que “em uma mensagem do dia 13 de outubro de 2014, já no segundo turno, Cunha teria feito um dos pedidos: Amigo, a eleição é semana que vem. Preciso que veja urgente”, apelou.

O próprio Henrique Alves, três dias depois, reforçou a solicitação. “Amigo, como Cunha falou, na expectativa aqui”. Léo Pinheiro, em outras mensagens com executivos da empresa, reclamou das insistentes cobranças de Cunha durante a campanha.

Em nota, Henrique Alves disse que “todas as doações” foram legais e estão disponíveis no TSE. “O ministro refuta qualquer ilação baseada em premissas equivocadas ou interpretações absurdas. Vale destacar que as empresas citadas fizeram doações para campanhas de diversos partidos Brasil afora”, apontou.

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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