Home Notícias Saúde FENAM é contra nacional para avaliar alunos de medicina

FENAM é contra nacional para avaliar alunos de medicina

Publicidade

FENAM é contra nacional para avaliar alunos de medicina
Foto: Reprodução / Google imagens
0
Publicidade

A partir deste ano, alunos de medicina de todo o país farão avaliações nacionais a cada dois anos durante o curso. As avaliações, aplicadas no segundo, quarto e sexto ano serão obrigatórias. Aqueles que não obtiverem a nota mínima definida pelo Ministério da Educação (MEC) na última avaliação não poderão obter o diploma e também não poderão ingressar na residência médica.

O núncio da nova medida repercutiu muito desde o dia 1º deste mês, quando o MEC tornou publico as novas regras. Diante do novo regimento, várias entidades ligadas aos médicos, as universidade e aos alunos de medicina de todo o país se pronunciaram.

No último Sábado (09), foi à vez da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), se posicionar sobre o caso, em nota a entidade afirma que é contra o exame em caráter punitivo aos estudantes de medicina e alega que já existem mecanismo naturais para garantir a excelência dos profissionais médicos.

Confira a nota na integra:

Nota Oficial da FENAM sobre o exame para estudantes de medicina

A FENAM leva à sociedade, à categoria médica e aos estudantes de medicina a sua posição contrária ao exame seriado, exame de ordem ou qualquer outra avaliação assemelhada com foco punitivo no estudante pelas seguintes razões:

1) As universidades tem autonomia para titular os seus formados, devendo o foco de qualquer avaliação ser dirigida para as faculdades, avaliação do conteúdo ministrado e qualidade de ensino. Quem tem que aprovar ou reprovar os alunos são as faculdades de acordo com as competências atinentes aos formandos médicos;

2) Os Conselhos Regionais de Medicina já tem atribuição de punir ou mesmo cassar os médicos por imperícia no exercício profissional, além das questões referentes à imprudência e negligência;

3) A FENAM entende que o melhor modelo é um teste de progresso para avaliação do aprendizado e dos conteúdos ministrados, avaliação do corpo docente, fiscalização da infraestrutura, para que haja o aperfeiçoamento contínuo do ensino nas faculdades de medicina. a comprovação de deficiência será causa de advertência, suspensão de novas vagas ou fechamento da faculdade;

4) A realização de exames para os estudantes com possíveis reprovações provocará o surgimento de cursinhos preparatórios, que em vez de evitar favorecerão a abertura de novas faculdades sem compromisso com a qualidade do ensino. Em vez da melhora do ensino teremos então a possibilidade de sua piora, com o aparecimento de bacharéis em medicina sem possibilidade do exercício profissional. Haverá a transformação da educação médica numa fraude, com frustração para pais e estudantes, enganados pelos que autorizaram faculdades a funcionar sem as devidas condições;

5) O que menos precisamos agora são cartórios ou agências que se proponham a realizar funções que são das faculdades, que através de provas e exames continuados tem a obrigação de avaliarem devidamente seus alunos e concederem ou não sua aprovação.

Brasília, 9 de julho de 2016.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS

Publicidade

Hiago Luis Estudante de jornalismo e concluindo a graduação. Natalense de nascença e coração. Experiência em assessoria de comunicação, jornalismo online e impresso, rádio jornalismo, produção e reportagem em TV. Palmeirense, canceriano e fã de tudo que envolve HQ,s. Mas que tudo, viciado em trabalho. Amo o que faço. Prefiro o PES, ao Fifa! Prazer, Hiago Luis!
error: Conteúdo protegido, entre em contato ([email protected]) para solicitar a matéria!