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Em delação, empresário diz que Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões

Em delação, empresário diz que Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões
Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
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O empresário Ricardo Pernambuco Júnior, executivo da Carioca Engenharia investigado na Operação Lava Jato, entregou uma planilha que detalha suposta propina de R$ 52 milhões ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A peça faz parte de inquérito autorizado contra Cunha pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da Procuradoria Geral da República. A planilha foi divulgada nesta sexta-feira (15) pelo jornal ‘Estado de S. Paulo’.

A investigação da Procuradoria se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e do pai dele Ricardo Pernambuco. Segundo os delatores, o peemedebista recebia propina de a partir de recursos do FI-FGTS, um fundo destinado a empresas. A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Este é o terceiro inquérito contra Cunha. A suspeita da PGR é de que o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do Porto Maravilha– no montante de cerca de R$ 52 milhões.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Conforme os delatores, Cunha teria recebido propina no valor de 1,5% dos títulos comprados pelo FI-FGTS, paga em 36 parcelas. A planilha entregue aos investigadores mostra 22 depósitos, entre agosto de 2011 e setembro de 2014, que teriam sido propina a Cunha. A primeira transferência de dinheiro teria sido feita no Israel Discount Bank no valor de quase US$ 4 milhões.

Ainda segundo as investigações, Cunha era próximo do então vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que integrava o conselho curador do FGTS. O dinheiro do fundo seria utilizado para permitir as obras do porto. Para Rodrigo Janot, as informações apresentadas pelos delatores são “robustas” e fundadas, além de depoimentos, em documentos bancários que comprovam transferências, extratos de contas na Suíça, emails e anotações. Além de abrir o inquérito, o ministro Teori Zavascki também autorizou a coleta de provas.

Com informações do G1

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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