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Economista acredita que outras agências seguirão S&P

Economista acredita que outras agências seguirão S&P
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(ANSA) – O rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) fez com que muitos especialistas analisassem qual será o futuro da economia do país e qual será a atitude das duas outras agências do setor – a Moody’s e a Fitch. Para o economista Alkimar Moura, professor aposentado da Fundação Getúlio Vargas e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central (1994-1996), a notícia do rebaixamento já era esperada, mas aconteceu “mais rápido do que se esperava”.

Ressaltando que as agências “não antecipam” os fatos, mas sim “sempre estão atrás” deles, Moura acredita que os dois outros órgãos também seguirão pelo mesmo caminho. “Eu não vejo muita vontade de mudar a linha econômica, apesar dos esforços do ministro Joaquim Levy, para deixar bem claro. É provável que as duas outras agências façam o mesmo movimento”, destacou.

Para Moura, a atual situação econômica do país está fazendo “uma regressão à década de 1970”, quando a economia era extremamente fechada e havia muita participação do governo no setor. “Estamos nos impondo um auto-isolamento”, concluiu. A S&P justificou o rebaixamento ao fato dos “desafios políticos continuarem a aumentar, pesando sobre a capacidade e a vontade do governo em apresentar um orçamento para 2016 coerente com a correção política significativa sinalizada durante a primeira parte do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff”.

O rebaixamento da nota por uma das agências ainda não é o pior dos cenários para o governo. Isso porque é preciso que ao menos duas entidades tomem essa atitude para o Brasil perder o grau de investimento, o que afastaria os investidores e aumentaria os custos para o governo nos mercados.

Antes do anúncio da Standard & Poors, a Fitch afirmou que irá reavaliar as tendências fiscais do Brasil, o que pode indicar que uma queda é iminente. Os graus de investimento são utilizados para atrair grandes investidores internacionais e, por consequência, os ativos que têm menos riscos são os mais atraentes. Quando um país perde essa avaliação, aqueles que pretendem fazer investimentos tendem a deixar esse mercado para ter mais segurança em aplicar seu dinheiro.

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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