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Cientistas descobrem como armazenar imagens digitais no DNA

Cientistas descobrem como armazenar imagens digitais no DNA
Imagem: Pixabay
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A estimativa é que o “universo digital” consiga bater os 44 trilhões de gigabytes em 2020, o que excede nossas capacidades de armazenamento. A fim de compensar esta falta de espaço, os pesquisadores desenvolveram uma técnica que armazena informação digital dentro do DNA.

Embora a ideia já tenha sido testada antes, agora os pesquisadores têm codificado dados digitais de arquivos de imagem em uma sequência de nucleótidos de trechos de DNA sintético e reverteram o processo para recuperá-los sem perda de dados.

A nova técnica desenvolvida pela Universidade de Washington em Seattle, EUA, em conjunto com os pesquisadores da Microsoft poderia reduzir a necessidade de armazenar os dados digitais para um pequeno espaço em uma molécula de DNA. Desta maneira, é possível armazenar informações milhões de vezes mais compacta do que as tecnologias de arquivamentos atuais, informa o portal da universidade.

Em um documento apresentado este mês pela equipe de cientistas e engenheiros elétricos, é detalhado o funcionamento de um dos primeiros sistemas completos para codificar, armazenar e recuperar dados digitais em uma molécula de ácido desoxirribonucleico.

A equipe codificou com sucesso dados digitais de quatro arquivos de imagem nas sequências de monômeros orgânicos chamados de nucleotídeos, em fragmentos de DNA sintéticos. Para se ter uma ideia, o DNA é um polímero de nucleótidos, isto é, um composto que consiste em muitas unidades simples ligadas entre si, como um longo trem composto por vagões. No DNA, cada vagão é um nucleótido.

Cientistas desenvolveram uma técnica que armazena imagens digitais dentro da mancha cor de rosa no DNA que se situa na extremidade de um tubo de ensaio.
Técnica armazena imagens digitais dentro da mancha cor de rosa no DNA que se situa na extremidade de um tubo de ensaio (Foto: University of Washington)

No entanto, a equipe descobriu não só como codificar os dados, mas também foi capaz de reverter esse processo recuperando as sequências corretas a partir de um conjunto mais amplo de DNA e reconstruir imagens sem perder um único byte de dados.

“A vida criou esta molécula fantástica de DNA que armazena de forma eficiente todos os tipos de informações sobre genes e como um sistema vivo funciona. É muito, muito compacto e muito resistente”, diz o co-autor do estudo, Luis Ceze. “Nós estamos essencialmente dando um novo propósito ao DNA para armazenar dados digitais -fotos, vídeos e documentos- para que durem centenas ou milhares de anos”, diz ele.

As moléculas de DNA são capazes de armazenar informação muito mais densas do que as tecnologias existentes para o armazenamento digital, explicaram os pesquisadores. Todos os dispositivos digitais de armazenamento que usamos -pen drives, discos rígidos, meios magnéticos e ópticos- degradam depois de alguns anos. Mas usar esse novo método irá preservar informações por séculos.

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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