Catástrofes cósmicas que poderiam acabar com a vida na Terra

A sobrevivência humana depende não só da política de desarmamento internacional, tecnologias médicas para combater epidemias ou da redução das emissões de gases de efeito estufa. Um meteorito de grandes proporções que caia do espaço ou outro asteroide que “toque” a órbita de nosso planeta nos lembra que além da atmosfera da Terra existe o universo, que esconde as suas próprias ameaças ao nosso mundo.

O site The Conversation analisou seis fenômenos cósmicos que ocasionalmente poderia intervir na vida da humanidade, reduzindo ou destruindo completamente a nossa população. Confira abaixo a lista.

Tempestade solar de alta energia

O núcleo do nosso sistema solar tem um lado diferente para a dimensão cósmica. Por exemplo, cria fortes campos magnéticos que formam manchas solares, às vezes de um tamanho muito maior do que a Terra.

Imagem: Divulgação / NASA

O Sol ejeta partículas e radiação, chamados “vento solar“. Ao encontrar-se com o campo magnético da Terra, tais ventos causam tempestades geomagnéticas que desenham belas auroras no céu terrestre. As tempestades de alta potência podem influenciar na radiocomunicação ou causar blecautes.

Um dos piores casos registrados ocorreu em 1859. Conhecido como ‘o evento Carrington’, a tempestade causou o colapso dos sistemas de telégrafo em toda a Europa e América do Norte. Alguns cientistas temem que o nosso planeta possa voltar a ser cenário de um outro evento similar ou até mesmo um mais poderoso capaz de destruir dezenas ou centenas de transformadores, mergulhando o mundo em uma escuridão que iria prevalecer por semanas, meses ou anos.

O impacto de um asteroide

Acredita-se que os asteroides foram parcialmente responsáveis pela extinção dos dinossauros. Por este motivo não é descartado como uma ameaça em potencial. Astrônomos já revelaram a existência de uma grande quantidade de meteoros em nosso sistema solar, potencialmente perigosos para a Terra. Neste domingo (5), um asteroide passou ‘próximo’ da Terra a uma distância, segura, de 2,7 milhões de quilômetros do planeta.

Imagem ilustrativa / NASA

Apesar de estarmos iniciando o desenvolvimento de sistemas de proteção contra pequenos asteroides que possam ter impacto na Terra, estamos indefesos contra os maiores. De acordo com cálculos dos cientistas, a queda de um corpo celeste na Terra com um diâmetro de um quilômetro causaria nuvens de poeira que privaria nosso planeta de luz solar por vários meses.

Surto de raios gama

As extremamente poderosas rajadas de energia chamadas “explosões de raios gama” são originárias da explosão de sistemas estelares binários (duas estrelas orbitando um centro comum) e supernovas (explosão de estrelas).

Imagem: NASA/Swift/Cruz deWilde

Tal fenômeno ocorre devido à alta concentração de energia em um feixe estreito que dura alguns segundos ou minutos. A radiação que conduz tal feixe poderia danificar ou até mesmo destruir a nossa camada de ozônio, expondo todos os seres vivos a radiação ultravioleta do Sol.

Os astrônomos detectaram um sistema estelar, codificado como “WR 104”, capaz de produzir tal evento. Ele está situado a 5.200-7.500 anos-luz, que não é longe o bastante para garantir a nossa segurança, restando para nós apenas especular sobre quando este surto ocorrerá.

Supernovas próximas

As explosões de estrelas que ocorrem no final de sua vida, conhecidas como ‘supernova’, ocorrem em média uma ou duas vezes a cada 100 anos na Via Láctea. Este evento acontece com mais frequência perto do denso centro da nossa galáxia e a boa notícia é que nós estamos a uns dois terços do caminho deste centro.

Por exemplo, a super gigante vermelha Betelgeuse, localizada na constelação de Orion a 460-650 anos-luz da Terra, poderia explodir a qualquer momento desde agora até dentro de milhões de anos. “Felizmente, os astrônomos calcularam que uma supernova teria de ser localizada pelo menos 50 anos-luz de nós, para que a sua radiação prejudique a nossa camada de ozônio”, destaca o The Conversation.

Estrelas próximas

Existe uma possibilidade de que uma das estrelas mais próximas em algum momento se aproxime do sistema solar. Embora seja provável que não haja uma colisão com qualquer corpo celeste, sua passagem pela nuvem de Oort – uma nuvem esférica nos limites do sistema solar cheia de rochas de gelo e possível fonte de cometas – desencadearia uma chuva de meteoros em direção à Terra, dada a enorme influência gravitacional da estrela.

A rota que segue o sistema solar pela Via Láctea se estende por áreas mais ou menos densas em relação ao meio interestelar. Atualmente estamos em uma área menos densa criada por uma supernova. O vento e o campo magnético solar criam uma bolha em torno do sistema solar – a heliosfera – que nos protege da interação com o meio interestelar.

A nossa heliosfera poderia tornar-se menos eficaz quando sairmos da zona de densidade relativamente baixa, dentro de 20.000-50.000 anos. Como resultado, o planeta terá de enfrentar uma difícil mudança climática que dificultaria ou impossibilitaria a vida humana.

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