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Caern orienta sobre limpeza de caixas d’água para evitar proliferação do Aedes

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Caern orienta sobre limpeza de caixas d’água para evitar proliferação do Aedes
Foto: Divulgação
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Com a chegada do período chuvoso muitas pessoas começam a guardar a água que escorre do telhado em cisternas, tonéis e outros recipientes, sem os cuidados devidos, gerando ambiente favorável à multiplicação do mosquito aedes aegypti (Odioso do Egito). O inseto é o principal agente transmissor dos vírus causadores das doenças dengue, zika e chikungunya que está acometendo pessoas de todas as idades no país.

Técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) estão orientando os norte-rio-grandenses a adotarem alguns cuidados no acúmulo de água, a fim de coibir a proliferação do mosquito transmissor de doenças. O gerente de Qualidade da Água e Meio Ambiente (GQM), Afonso Holanda, está com a equipe de Educação Ambiental trabalhando em parceria com agentes de saúde no interior do Estado, recomendando que tampem e limpem os recipientes e caixas d’água, porque as larvas do mosquito se alojam também em locais inesperados. Com o fechamento dos reservatórios, a Caern quer evitar outros problemas como doenças provocadas pela urina do rato – a leptospirose – que pode ser fatal.

LIMPEZA

A educadora ambiental da Caern, Roberta Medeiros Falcão, explicou que as caixas d’água devem ser lavadas duas vezes ao ano, seguindo as instruções transmitidas pela companhia para manter a qualidade da água distribuída. “A empresa garante a potabilidade da água até a torneira de entrada do imóvel”, disse Roberta, “mas internamente é responsabilidade do cliente”. Ela ressaltou que muitas vezes usuários se descuidam achando que se a água é limpa não suja os reservatórios. É engano porque com o passar dos meses, alguns sedimentos se acumulam no interior do reservatório, formando-se uma espessa camada de lodo.

Para realizar a limpeza do reservatório, o proprietário deve adquirir o material básico necessário (esponja, vassoura, panos, balde e água sanitária) e seguir as seguintes instruções da GQM:

01– Fechar o registro de entrada da água na caixa d’água. Caso não tenha esse tipo de registro, feche o de passagem existente na entrada do imóvel;

02– Anular a boia, amarrando-a com um pequeno cabo na posição fechada e mantendo-a para cima;

03– Abra todas as torneiras para esvaziar a caixa d’água e quando restar cerca de 30 centímetros feche as saídas de água. Essa água que restou será utilizada na lavagem do reservatório. Coloca-se panos para fechar os canos de saída da água para evitar que a sujeira penetre na tubulação;

04– Se a caixa d’água for de fibra, esfregar as paredes e o fundo com esponja ou com escova; se for de concreto, é melhor esfregar com vassoura de piaçava recolhendo a sujeira com panos. Nunca use sabão, detergente ou produto químico. Os resíduos desses produtos podem contaminar a água dentro do reservatório;

05– Retire a água suja e os resíduos usando balde, pá de lixo ou pano;

06 – Após limpar tudo, abrir a torneira para entrada da água até 50 centímetros de altura se a caixa for de mil litros. Misture um litro de água sanitária para cada mil litros de água. Molhe as paredes da caixa com essa água, usando esponja, e deixe por duas horas. Essa água não pode ser ingerida nem utilizada no preparo de alimentos;

07– Libere as tubulações para esvaziar completamente a caixa d’água. Coloque água limpa para enxaguar, molhando as paredes. Esvazie mais uma vez abrindo todas as torneiras. Tampe bem a caixa para evitar a entrada de resíduos e insetos. Evite colocar peso sobre a tampa do reservatório para não quebrar;

08 – Abra novamente o registro de passagem e deixe a caixa encher normalmente. Antes de utilizar a água, pode deixar escorrer por alguns minutos para evitar o gosto da água sanitária.

Após esse processo de limpeza, a qualidade da água fica assegurada, podendo ser ingerida sem preocupação com agentes transmissores de doenças. É importante que a limpeza seja feita a cada seis meses, mantendo sempre tampada, pois evita a propagação dos transmissores de doenças como hepatite, cólera, tifo, diarreia, dengue, entre outros.

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Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
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