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Após críticas a delegados, Capitão Styvenson pode deixar a Operação Lei Seca

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Após críticas a delegados, Capitão Styvenson pode deixar a Operação Lei Seca
Foto: Divulgação
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Atualmente cedido ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o capitão Styvenson Valentim pode deixar o comando da Operação Lei Seca. A ação foi solicitada pelo Comando Geral da Polícia Militar após o capitão criticar a atuação de delegados da Polícia Civil no estado. Em um áudio vazado no WhatsApp Styvenson afirmou que “policial civil ganha muito bem para não fazer nada. Delegado ganha 23 mil reais para não fazer nada”.

O pedido de devolução do capitão aos quadros da PM foi protocolado na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) nesta sexta-feira (3), segundo a assessoria. O titular da pasta, general Ronaldo Lundgren, ainda irá avaliar o pedido para prestar um posicionamento.

Entenda o caso

No áudio de quase dois minutos que vazou de um grupo no WhatsApp no último sábado (28) Styvenson fala com uma mulher sobre como proceder após ela ter se envolvido numa determinada ocorrência de trânsito. “Policial civil ganha muito bem para não fazer nada. Delegado ganha 23 mil reais para não fazer nada”, disse o capitão.

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol/RN) emitiu uma nota afirmando que a declaração do capitão “é despropositada e, principalmente, desrespeitosa para com uma categoria que tanto faz pela segurança pública do Rio Grande do Norte”. E que “ao contrário do que pensa e declara o capitão Styvenson, os policiais civis trabalham duro diariamente, mesmo sem muitas vezes disporem de condições e estrutura adequada”.

Já a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Adepol/RN), disse que “o referido oficial desqualifica, afronta e agride a categoria e a instituição Polícia Civil”, e que “o capitão Styvenson atacou, de forma grosseira, a honra de uma categoria que é reconhecida pela sociedade potiguar pelo seu profissionalismo e comprometimento, atributos que devem ser preservados, sob pena de comprometer a própria ordem pública”. Ainda de acordo com a associação, “generalizar e colocar na vala comum todos os integrantes de uma instituição é uma medida arrogante e presunçosa”.

Por meio de nota o capitão pediu desculpas à Polícia Civil do estado. “Admito toda minha intempestividade ao generalizar a minha insatisfação a todos os policiais civis, mais específico aos delegados civis. Reconheço a minha explosão emotiva por buscar um serviço público melhor, e por isso, aos policiais civis que de fato trabalham e honram o cargo, minhas sinceras desculpas por ter colocado os senhores nos rol dos funcionários públicos preguiçosos, dos parasitas, e que todos sabem que existem. Aos delegados que me acompanharam durante inúmeras operações da Lei Seca, queria lembrar nome de todos, mas só recordo dos delegados Daniel e Montanha, seus agentes e escrivães. Aos outros profissionais delegados e agentes, que sempre nos atenderam não por amizade, nem por aliança corporativista, e sim pelo profissionalismo e cumprir sua função, o meu respeitoso perdão. Generalizar foi meu grande erro. Também peço desculpas a todos pela forma grosseira de como me referi ao meu País. Mas, não retiro uma vírgula sobre o que falei sobre alguns funcionários públicos, que recebem, alguns muito bem, e nada fazem pelo cidadão, pelo contrário, apenas apontam o dedo para quem trabalha por um país melhor”.

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Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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