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Alimentos orgânicos: saúde à mesa dos potiguares

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Alimentos orgânicos: saúde à mesa dos potiguares
Foto: Fred Veras
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Mais nutritivos e livres de substâncias químicas nocivas à saúde, os gêneros orgânicos estarão à disposição dos consumidores potiguares para aquisição nesta sexta-feira (3) com a primeira edição da Feira do Alimento Orgânico. O evento encerra a Semana Nacional do Alimento Orgânico no Rio Grande do Norte e será realizada no shopping Via Direta, em Natal, das 9h às 21h. A iniciativa é uma promoção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com o Sebrae no Rio Grande do Norte.

No local, o consumidor poderá encontrar frutas, hortaliças, mel, ostras e até cachaças que são produzidos com princípios da agroecologia. Participam como expositores a JJ Frutas, Amigo Orgânico Gramorezinho, Hortaviva, Produtores Orgânicos de Guanduba, Primar Orgânica, Cachaça Extrema e Mel Boa Fé. A ideia da feira é estimular o consumo de itens orgânicos, divulgar esse modelo de produção e os benefícios para a saúde humana e também incentivar a produção agroecológica. Atualmente, a produção orgânica é registrada em 22,5% dos municípios brasileiros com 14.449 unidades produtivas em todo o país segundo dados divulgados nesta semana pelo MAPA. Movido por uma legião de pessoas que buscam uma alimentação mais saudável, esse segmento cresce 25% ao ano e movimenta cerca deR$ 2,5 bilhões a cada ano no Brasil.

“Queremos conscientizar os consumidores sobre os benefícios desse tipo de alimento e fazê-los interagir com os produtores, criando novos canais de compra. Vemos essa feira como uma vitrine capaz de abrir nichos de mercado e viabilizar os pequenos negócios do setor”, defende o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti. Na visão do diretor, as feiras agroecológicas são importantes porque eliminam os atravessadores, que historicamente ficavam com os maiores lucros, e aproximam diretamente o agricultor dos consumidores finais. No estado, são realizadas semanalmente mais de 30 feiras agroecológicas em diferentes cidades de todas as regiões potiguares. No total, no Brasil são realizadas 618 feiras desse tipo.

São considerados produtos agroecológicos aqueles produtos, de origem animal ou vegetal, obtidos sem a utilização de produtos químicos ou de hormônios sintéticos que favoreçam o seu crescimento de forma não natural. O solo é a base do trabalho. No caso do vegetal, o solo deixa de ser um mero suporte para a planta, tornando-se sua fonte de nutrição – livre de produtos agrotóxicos, pesticidas, adubos químicos ou sementes transgênicas. No caso dos animais, sua criação é feita sem o uso de hormônios de crescimento, anabolizantes ou outras drogas como os antibióticos.

Certificação

A partir de 2011, com a regulamentação do setor, ao ser certificado, esse produto passou a receber o selo de orgânico. No Rio Grande do Norte, mais de 400 produtores que adotam a agricultura agroecológica já foram certificados e detêm o selo de produtor de orgânico. Isso é resultado de um trabalho desenvolvido pelo Sebrae e parceiros desde 2005 para conscientizar agricultores familiares a mudar do modelo de plantio convencional para a produção agroecológica, já que 70% dos alimentos disponíveis no Brasil são oriundos da agricultura familiar pelos cálculos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“O Sebrae vem trabalhando a agroecologia, e logo em seguida o orgânico, há quase uma década com o modelo de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) junto com parceiros. No estado, conseguimos implantar 676 unidades do PAIS. Todo o excedente da produção que não é usada para consumo próprio é vendido nas feiras agroecológicas”, explica João Hélio Cavalcanti.

Vantagens

O consumo de gêneros orgânicos evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Além disso, os orgânicos são mais nutritivos, já que solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo, e mais saborosos. Têm aroma e sabor e mais intensos porque não há agrotóxicos ou produtos químicos capazes de alterá-los.

Mas as vantagens vão além da saúde e estão relacionadas também à sustentabilidade. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis e protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.

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Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
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