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Agência dos EUA amplia recomendações sobre o vírus zika para gestantes

Agência dos EUA amplia recomendações sobre o vírus zika para gestantes
Foto: Reprodução
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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, na sigla em inglês) afirmou nesta sexta-feira (05) que a transmissão sexual do zika vírus é possível e divulgou novas recomendações para homens e mulheres.

“A transmissão sexual do zika é possível, e é uma preocupação principalmente durante a gravidez”, afirma o boletim, que sugere a casais que estejam esperando um bebê a usar camisinha ou não fazer sexo durante toda a gravidez.

“Homens que moram ou que tenham viajado para uma área onde a transmissão do zika seja ativa e que tenham uma parceira grávida devem se abster de atividades sexuais ou usar a camisinha de maneira consistente e correta durante o sexo (oral, vaginal ou anal) por todo o período da gravidez”, diz o informe.

“Mulheres grávidas devem informar seus médicos ou profissionais de saúde sobre potenciais exposições ao mosquito de seus parceiros e sobre o histórico deles de doenças com sintomas semelhantes aos do zika.”

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O CDC também afirmou que homens que não estejam se relacionando com mulheres grávidas, mas vivam ou tenham passado pelas áreas de risco e estejam preocupados com transmissão sexual, também devem considerar abstinência ou usar preservativo. E disse ainda que, “após a infecção, o zika vírus permanece no sêmen quando já não é mais detectado no sangue”.

Casos suspeitos

Segundo o CDC, as informações sobre a possível transmissão sexual do zika vírus são baseadas em informações de três casos que intrigam os pesquisadores.

O caso mais recente ocorreu no Estado do Texas. Em entrevista à BBC, a vice-diretora do CDC, Anne Schuchat, disse que “o laboratório confirmou o primeiro caso de zika vírus em um não viajante. Nós não acreditamos que o contágio tenha ocorrido por meio de picadas de mosquito, mas sim por contato sexual”.

Questionada sobre a confirmação, Schuchat explicou que, até o momento, não há outras formas plausíveis que possam dar conta da transmissão, já que uma pessoa esteve na Venezuela, voltou aos EUA, apresentou sintomas de zika e teve contato sexual com o parceiro, que acabou infectado.

O caso no Texas soma-se a outros dois que, embora não comprovados, são amplamente citados na literatura científica. Em um deles, o vírus foi detectado no sêmen de um paciente e, no outro, um cientista que havia estado em uma área de contaminação por zika teria infectado sua mulher ao voltar aos EUA.

Embora a transmissão sexual da zika seja possível, a picada do mosquito continua como a principal forma de contrair o vírus, disse o CDC. A agência recomendou que as gestantes e os seus parceiros discutam com o médico qualquer exposição em potencial do homem à zika ou algum caso de uma doença com as mesmas características.

Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
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