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Afastamento de Dilma é manchete de mídia internacional

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Afastamento de Dilma é manchete de mídia internacional
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(ANSA) – Assim como ocorreu durante os últimos meses, a mídia internacional deu muito destaque à votação de afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado na manhã desta quinta-feira (12).

O norte-americano “The New York Times” fez uma ampla cobertura em sua versão online sobre a situação brasileira, incluindo ainda um “guia para entender o que está acontecendo no Brasil” e um infográfico com os principais “personagens-chave da crise”. “Após um debate que levou a noite toda, o Senado do Brasil votou na manhã de quinta-feira para suspender a presidente Dilma Rousseff e começar um processo de impeachment conta ela, expulsando uma líder profundamente impopular’, escreveu. O jornal ainda trouxe depoimentos de líderes de situação e oposição e informou que a postura do governo é chamar todo o processo de um “golpe”.

Quem também fez uma ampla análise da situação foi o espanhol “El País”, que além de falar sobre a “longa votação”, fez um perfil de Michel Temer e da carreira da mandatária. “De ar distante, traços muito marcantes, duro, com um cabelo prateado jogado par trás, Michel Temer, tem, de fato uma pinta um pouco sinistra. Também o novo presidente do Brasil esconde traços de caráter que casam com essa aparência peculiar”, traça o jornal ao citar um “deputado da Bahia” que diz que o vice-presidente “é o típico mordomo de um filme de terror”. Além disso, o jornal espanhol publicou uma análise sobre a queda dos partidos de esquerda na América Latina e a opinião de que a atual situação “não encerra uma crise, abre outra maior”.

Afirmando que Dilma “tem chances remotas de voltar”, o “The Washington Post” afirmou que os senadores votaram “esmagadoramente” contra a presidente e que o impeachment “foi impulsionado com a crescente frustração com problemas econômicos e revelações de uma corrupção desenfreada em toda a elite política do país”.

O jornal italiano “La Repubblica” destacou a votação dos senadores e a confusão entre manifestantes defensores e contrários ao impeachment em Brasília. “O Senado brasileiro votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, com 55 votos contra 22. A suspensão do cargo da primeira mulher presidente derruba, após 13 anos, também a liderança do Partido dos Trabalhadores na maior nação da América Latina, iniciada com a eleição de [Luiz] Inácio Lula da Silva”, escreveu o jornal em sua matéria principal. A publicação ainda fez um perfil de Michel Temer e disse que a mídia “sobretudo a internacional, dedicou muito mais espaço e atenção à sua esposa Marcela Temer, 43 anos mais jovem, ex-modelo e hoje dona de casa “feliz e satisfeita”. O “La Repubblica” ainda relacionou uma matéria com a abertura de processo contra o “líder da oposição Aécio Neves: a Corte Suprema autorizou uma investigação por corrupção contra o líder do PSDB”.

O francês “Le Monde” diz que Dilma foi “derrubada do poder” e também deu destaque ao início do processo no Supremo contra Aécio Neves. Além disso, fez um perfil de Michel Temer, lembrou “oito episódios” do caso e lembrou das Olimpíadas. Já o “La Nación”, deu amplo destaque à crise e falou sobre a repercussão do caso na Argentina.

Já o “Corriere della Sera” publicou, além do resultado da votação do Senado – a qual se referiu que “o destino de Dilma Roussef foi definido”, – uma galeria de fotos sobre a vida da presidente. “De ex-guerrilheira a presidente: a carreira de Dilma, a autoritária”, publicou.

O inglês “The Guardian” explicou o que acontece com Dilma a partir de agora. “Rousseff, a primeira mulher presidente, terá que se afastar enquanto ela será julgada no Senado por supostamente manipular contas do governo antes da eleição anterior. Seus juízes serão os senadores, muitos dos quais são acusados de crimes mais graves”, escreveu a publicação. Com uma seção que cobria a situação ao vivo, o jornal britânico ainda publicou um artigo em que diz que “a história será, muito provavelmente, mais gentil com Dilma Roussef do que com seus contemporâneos políticos”.

Até mesmo na Ásia a decisão teve repercussão. Na China, a agência oficial de notícias Xinhua, falou sobre o afastamento e disse que sua volta ao poder tem chances mínimas. Já a emissora do Japão “NHK” também fez matérias falando sobre o afastamento da presidente.

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Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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